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domingo, 29 de maio de 2011

Ala francano manda Nezinho para o hospital em jogo do tri


Uma das cenas mais lamentáveis dos últimos anos aconteceu justamente na final dos Jogos Abertos do Interior de 2008, realizada no Ginásio Waldemar Blatskaukas, em Piracicaba. Na decisão da medalha de ouro entre Winner e Franca, o ala Márcio Dornelles perdeu a cabeça e atingiu violentamente o armador Nezinho com uma cotovelada, mandando seu oponente direto para o hospital. O jogo não chegou ao seu final, mas a vitória foi limeirense por 92 a 89. Mesmo assim, o time comandado pelo técnico Zanon não conquistou o tricampeonato, feito que seria inédito para uma cidade nesta modalidade.

Os jogadores da Winner ficaram assustados com o que presenciaram no sábado. A equipe limeirense vencia Franca por 92 a 89, jogando um basquetebol de primeira. Nezinho, Bruno Fiorotto e Tatu estavam se destacando, implodindo a defesa francana.

Nezinho por exemplo, vinha sendo o principal cestinha do encontro com 31 pontos. Tudo caminhava para mais uma noite de gala dos comandados de Zanon, que venceriam pela segunda vez consecutiva os até então "poderosos" francanos. E olha que o ala Edu tinha deixado a quadra mais cedo em razão de um choque que teve no garrafão. O jogador sofreu um profundo corte na testa, levando alguns pontos.


Quando faltavam cinco minutos exatos para o término da partida, Nezinho penetrou na garrafão para tentar a bandeja. Nesse momento, o ala Márcio Dornelles correu em sua direção lhe desferindo uma violenta cotovelada no rosto. O impacto foi tão forte, que o armador bateu violentamente com a cabeça no chão, ocasionando o seu desmaio.

Nezinho chegou a ter uma convulsão, o que deixou todos preocupados. Por sorte uma equipe do SAMU estava presente ao local, socorrendo rapidamente o jogador, que ficou estatelado no garrafão, sangrando.

Enquanto discutia com Bruno Fiorotto, que tomou as dores do companheiro, Márcio foi atingido com um violento soco pelo irmão de Nezinho, que invadiu a quadra correndo, não se conformando com a covardia do jogador francano.

Com Nezinho sendo atendido pelos médicos, os jogadores de Franca, em especial o armador Guilherme Luz, o pivô William Drudi e o ala Rogério Klafke, correram atrás do agressor, que conseguiu se proteger graças ao cerco formado pelos jogadores Fiorotto, Tatu e Edu, além do técnico Zanon e do auxiliar Demétrius. O irmão de Nezinho foi encurralado no fundo da quadra, porém nada sofreu.

Além de ficar com o rosto bastante inchado pela agressão, Nezinho ainda sofreu um corte profundo na região da nuca, onde levou vários pontos. Depois de imobilizado, o armador foi levado às pressas para a Santa Casa de Piracicaba, onde ficou internado no período noturno.

Quando deixava a quadra na maca e desacordado, os torcedores da Winner gritavam em coro o seu nome. O jogador realizou uma tomografia computadorizada e nada foi constatado. Ele foi liberado horas depois e retornou a Araraquara, para se recuperar ao lado da família.

Em razão de toda essa confusão causada por um ato impensado e criminoso de Márcio Dornelles, o jogo não teve o seu prosseguimento e o título fatalmente ficará com a Winner, que vencia a partida e teria mais dois lances livres ao seu favor, além da posse de bola.

Um dos mais exaltados com a confusão era o técnico Zanon, que chegou a tirar satisfação com o agressor. "Ele sabe que entrou para machucar o Nezinho. O jogo estava equilibrado e o meu jogador não tinha feito nada para ele. O Márcio sabe que errou, mas agora é tarde demais. Nós fomos prejudicados com tudo isso", criticou. Segundo ele, a grandeza dos Jogos Abertos ficou para trás.


Foi a segunda vez em menos de uma semana que Nezinho foi agredido de forma covarde por um rival. Na vitória contra Sorocaba, fora de casa, por 99 a 89, o armador recebeu um soco na cara desferido por Fernando Reis, que foi expulso de quadra.

Zanon acredita que a "Winner estaria incomodando" os rivais em razão do elenco que formou para esta temporada, sendo favorita ao título. "Eles farão de tudo para quebrar nossos jogadores. Cheguei a conclusão que para ser campeão teremos que vencer na quadra e na porrada também", desabafou.

A Winner fez uma campanha irrepreensível nos Abertos, tendo derrotado Sorocaba por 78 a 71; Casa Branca por 85 a 60; Franca por 90 a 88 e Araraquara por 105 a 91.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Jogadores da Winner participaram do Mc Dia Feliz em 2008


Em agosto de 2008, os jogadores Guilherme Teichmann, Renato Lamas, Bruno Fiorotto, Edu, Betinho, Luís Fernando Pascotti e Caco, o técnico do juvenil, Pantera, o auxiliar-técnico de Zanon, Demétrius e o amigo Euclides, participaram de mais uma ação social com a Winner/Limeira: o Mc Dia Feliz. Todos distribuíram autógrafos e ajudaram os mais necessitados, que se beneficiaram com a venda dos lances. Foi um evento bem bacana. Fiz questão de colocar todas as fotos que tenho.


Pivô Bruno Fiorotto autografa camisa de fã mirim


Ala/pivô Guilherme Teichmann faz o mesmo


Capitão Renato Lamas autografa camisa de fã




Auxiliar-técnico Demétrius rodeado de crianças no evento

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Winner conquista Copa EPTV 2008 e Nezinho é o melhor


As mudanças realizadas pela diretoria da Winner/Limeira começaram a render frutos imediatos. Pela primeira vez em sua história, a equipe limeirense conquistou o título da Copa EPTV de Basquete. Quem sabe seja um prenúncio de que este ano o troféu de primeiro colocado do Campeonato Paulista da Série A-1 possa finalmente ser colocado na galeria da equipe.

Com Nezinho, Di, Bruno Fiorotto e Luís Fernando entre os reforços, a Winner venceu com tranquilidade Bauru por 74 a 62, sexta-feira à noite, no Ginásio Municipal de Ibaté. A união foi o ponto forte do êxito. É incrível como houve uma mudança de postura do time, que deixou de ser individualista ao extremo para se tornar um time coletivo, onde todos jogam conscientes e no limite do cronômetro, claro que regido pelo mestre Nezinho. O próprio Renato está se sentindo mais à vontade e com alegria para executar as jogadas. "Agora estamos jogando basquete", cutucou.

Fazia tempo que o técnico Zanon não assistia uma competição tão calmo como na EPTV. "Esse time ainda vai dar muitas alegrias. Você não viu, estou menos estressado. O Nezinho será meu líder dentro da quadra e os outros jogadores sabem disso. Estou satisfeito com o elenco que tenho em mãos", comentou. Para variar, Zanon tomou um banho de água gelada dos jogadores no momento em que concedia uma entrevista. Foi assim também na conquista do oitavo título consecutivo dos Jogos Regionais, em Rio Claro.


Além de festejar o título, a Winner teve o armador Nezinho eleito o melhor jogador do torneio. Ele recebeu o troféu "Tom Zé", uma homenagem prestada pela direção da emissora organizadora ao ex-técnico da Uniara/Araraquara, que faleceu no começo do ano. Os dois filhos de Tom Zé fizeram a entrega.

E Nezinho justificou a escolha, pois marcou 106 pontos em 4 jogos, média de 26,5 por partida, além de encher os seus companheiros de assistências perfeitas. "Valeu o investimento", disse sorrindo o diretor-presidente Cássio Roque, presente nos jogos decisivos ao lado do seu filho. Quem comandou a torcida foi o agitado Marquinho, o popular "Feto". Até ele estava calmo, também pudera, com um time como esse é só comemorar.


Para terminar em primeiro lugar na Copa EPTV, a Winner venceu todos os jogos que disputou. Na primeira fase foram três resultados positivos contra Casa Branca (83 x 80), Conti/Assis (100 x 95) e Paulistano (93 x 92 - graças a uma cesta de três pontos no último segundo convertida pelo armador Betinho). Na final, Bauru foi uma presa fácil e caiu por 74 a 62.


A Winner não tinha um bom histórico nesta competição. Sua primeira participação foi em 2003, na cidade de Itirapina. Os comandados de Zanon, que inclusive fazia a sua estréia neste ano, venceram dois jogos e perderam dois, com 351 pontos pró e 328 contra. Desta forma foi inevitável a eliminação ainda na primeira fase. No ano seguinte em São Carlos, a Winner venceu dois jogos e perdeu três - 436 pontos pró e 426 contra - ficando em 5º lugar. Já em 2007, também na cidade de Ibaté, a equipe limeirense terminou com a terceira colocação após vencer dois jogos e perder apenas um - foram 229 pontos pró e 216 contra.


8ª Copa EPTV de Basquete

Fichas Técnicas da Winner/Limeira:

Jogo 437 - 26/08/2008
Winner/Limeira 83 x 80 Casa Branca
Local - Ginásio Municipal de Pirassununga
Winner (83) - Guilherme Teichmann (9), Renato (10), Edu (0), Nezinho (23), Di (5), Betinho (15), Luís Fernando - pivô (8) e Bruno Fiorotto (13) e Técnico - Zanon.

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Jogo 438 - 27/08/2008
Winner/Limeira 100 x 95 Conti/Assis
Local - Ginásio Municipal de Pirassununga
Winner (100) - Guilherme Teichmann (2), Renato (17), Edu (11), Nezinho (29), Di (2), Betinho (12), Luís Fernando - pivô (6) e Bruno Fiorotto (21). Técnico - Zanon.

OBS: O Conti/Assis se reforçou com Arnaldinho, Brian Taylor e Rodrigo Bahia, que haviam sido dispensados pela Winner. Essa partida teve um fato curioso: Brian Taylor foi o cestinha com 36 pontos e o tempo todo lamentou não ter sido aproveitado na Winner. Ele marcou 3.990 pontos pela equipe limeirense, ou seja, ficou a apenas 10 de completar 4.000.

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Jogo 439 - 28/08/2008
Winner/Limeira 93 x 92 Paulistano
Local - Ginásio Municipal de Pirassununga
Winner (93) - Guilherme Teichmann (4), Renato (19), Edu (11), Nezinho (36), Di (0), Betinho (5), Luís Fernando - pivô (7) e Bruno Fiorotto (11). Técnico - Zanon.

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Jogo 440 - 29/08/2008 - Final
Winner/Limeira 74 x 62 Bauru
Local - Ginásio Municipal de Ibaté
Winner (74) - Guilherme Teichmann (13), Renato (16), Edu (4), Nezinho (18), Di (9), Betinho (8), Luís Fernando - pivô (2) e Bruno Fiorotto (4). Técnico - Zanon.

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Ala Renato Lamas com o troféu de campeão


Zanon participa de Clínica para Técnicos na Argentina em 2008


João Marcelo, Rubén Magnano e Zanon

O técnico Luiz Augusto Zanon, da Winner/Limeira, participou no mês de julho de 2008, na cidade de Mar del Plata, na Argentina, da XI Clínica Internacional para Técnicos de Basquete. Ele esteve acompanhado do também brasileiro João Marcelo. Zanon procurou aumentar sua experiência internacional, com profissionais que fazem sucesso lá fora. Foi a segunda vez que o treinador da Winner fez parte de uma clínica especializada para essa modalidade. A primeira foi em Milwaukee, nos Estados Unidos, onde recebeu dos melhores técnicos do mundo, treinamento e planejamento.


Zanon, Sergio Hernandéz e João Marcelo

Já em 2008, Zanon foi a Argentina conhecer de perto o trabalho dos campeões olímpicos em Atenas, em 2004. Vale lembrar que Zanon foi eleito o melhor técnico do Campeonato Paulista de Basquete em duas ocasiões: 2004 e 2006.

Ministraram a XI Clínica Internacional, o técnico Rubén Magnano (campeão olímpico em Atenas 2004), Sérgio Hernandéz (atual técnico da Seleção Argentina), Carlito Doro (auxiliar-técnico com grande nome na América do Sul - trabalhou inclusive com Hélio Rubens Garcia) e Carlos Alamilla, diretor júnior da NBA e da WNBA.


Zanon, Carlos Romano, Carlito Doro e João Marcelo


João Marcelo, Carlito Doro e Zanon

terça-feira, 24 de maio de 2011

Winner monta time dos sonhos em 2008

Depois de anunciar as saídas de Brian Taylor, Arnaldinho, Telmo, Rodrigo Bahia, Jiovanni e Paulão, a diretoria da Winner/Limeira anunciou reforços para o Campeonato Paulista de Basquete da Série A-1, que terá início no mês de setembro. Para não ficar atrás das demais equipes que disputariam o Campeonato Paulista de Basquete, a diretoria agiu rápido.

Primeiro reforço: Di


O ala Adriano José Faggian Galvão, o "Di", nasceu em Porto Ferreira, interior de São Paulo, em 07/03/1980. O ala de 1m93 e 84 kg começou a sua carreira no Sírio, de São Paulo. O jogador também vestiu as camisas do Corinthians/Mogi, ABCD/Rio Claro, Londrina/PR, Ajax/GO, Casa Branca, Uniara/Araraquara, Sutor Montegranaro/ITA, Flamengo/RJ e por último o Conti/Assis.

Defendeu a Seleção Brasileira Sub-21 no vice-campeonato Sul-Americano do Brasil em 2000. Na Copa América - Pré-Mundial Juvenil - foi 3º lugar com o Brasil na República Dominicana em 1998 e foi campeão Sul-Americano Juvenil em 1998, na Argentina e com a Seleção Cadete em 1996, também na Argentina.

Di atuou apenas 15 partidas da 1ª Supercopa de Basquete em razão de uma contusão no joelho. Sua boa recuperação ficou marcada na quinta partida das semifinais contra a própria Winner, no Vô Lucato, quando marcou 25 pontos, ajudando a equipe assisense a eliminar os rivais limeirenses.

"É um momento de felicidade, pois eu já recebi outros convites da Winner, só que infelizmente nunca chegamos a um acordo. Agora que tudo deu certo fico feliz, pois é um time de tradição e que tem muita força no cenário nacional. O elenco que está sendo montado é muito bom e conta também com um técnico no qual eu tenho muito carinho. Vamos brigar pelo título esse ano, pode apostar", comentou em sua apresentação.

Segundo reforço: Bruno Fiorotto:


Bruno Pires Fiorotto veio do Paulistano. O jogador, que nasceu em Americana no dia 23/08/1984, tem 2m08 e e 110 kg. Além da própria Americana, o pivô defendeu o E.C. Pinheiros, Londrina/PR, ABCD/Rio Claro e Paulistano.

Pela Seleção Brasileira foi vice-campeão Sul-Americano Sub-21 em 2004, no Chile. Seus números na 1ª Supercopa foram considerados bons pelo técnico Zanon, que pretendia corrigir os erros defensivos apresentados nas últimas competições. Foram 370 pontos em 31 jogos, média de 11,9 por jogo (18° melhor do campeonato). O pivô pegou 240 rebotes em 31 jogos (151 defensivos e 89 ofensivos), média de 7,7 por jogo (3° melhor) e deu 29 tôcos em 31 jogos, média de 0,9 por jogo (4° melhor).

Seu aproveitamento nas bolas de dois pontos foi de 58,6%, com 152 convertidos de 259 tentados (10° melhor do campeonato). Também foram 30 bolas recuperadas e 95 faltas. Em "eficiencia dos jogadores", onde se soma todas as estatísticas, Bruno Fiorotto apareceu como o 11° melhor jogador da competição.

"Quero ajudar a Winner a buscar esse título do Campeonato Paulista, que seria inédito para a cidade e para mim em especial", comentou em sua apresentação.

Terceiro reforço: Luís Fernando


O pivô Luís Fernando foi vice-campeão brasileiro com o Universo/Brasília. Luís Fernando de Souza nasceu em Belo Horizonte, em 05/01/1978. Tem 2,13m de altura e começou no Minas Tênis Clube. Também passou por Londrina/PR, Unit/Uberlândia/MG, Uniara/Araraquara.

O jogador foi campeão brasileiro pelo Universo/Brasília em 2006/2007 e teve atuação memorável no interior de São Paulo no ano de 2002, jogando pela Uniara/Araraquara, onde foi vice-campeão paulista e vice-campeão brasileiro em 2002. O grandalhão tem dois títulos mineiros, um em 1995 com o Minas Tênis Clube e outro em 2000 com o Unit/Uberlândia.

Pela seleção brasileira disputou dois torneios Pré-Olímpico: 6º lugar em San Juan (Porto Rico - 1999) e 7º também em San Juan (Porto Rico - 2003). Foi campeão Sul-Americano Adulto na Argentina em 1999, campeão do Sub-22 no Brasil em 1996 e vice do Cadete em 1993.

"A expectativa é grande, pois jogarei numa grande equipe, além de voltar a São Paulo onde tive os momentos mais felizes da minha carreira", frisou em sua chegada. "O torcedor pode esperar um jogador que joga em função de sua equipe. Não sou um grande pontuador, em poucos jogos sou cestinha, mas tenho um poder forte de marcação, atributos de um pivô nato, que cumpre funções táticas da equipe. Ajudo a organizar a defesa, pego muitos rebotes defensivos e no ataque trabalho bastante para ajudar os arremessos. Sou um jogador regular que sempre mantém a média de boas atuações, e por isso, o torcedor pode espera de mim muita garra, dedicação e regularidade", comentou.

Quarto reforço: Nezinhoooooooooo


O quarto reforço foi o mais difícil. Depois de uma batalha de propostas, o empresário limeirense Cássio Roque anunciou a grande contratação do armador Nézinho, que tinha jogado a temporada passada pelo Conti/Assis e foi um dos destaques do Campeonato Paulista e da Supercopa 2008. Trata-se de um dos jogadores mais cobiçados do Brasil.

Welington Reginaldo dos Santos, o Nezinho, nasceu em Araraquara, no dia 21 de Janeiro de 1981. Quando atuava nas categorias de base, passou por Limeira, jogando no Nosso Clube de 1997 até 1999. Nezinho volta agora para Limeira com a missão de integrar a equipe que vai em busca do inédito e tão sonhado título de campeão Paulista, já que ele é pentacampeão desta competição (todos os títulos com o COC/Ribeirão Preto). A contratação de Nezinho alegrou o técnico Zanon.

"Fico muito feliz por essa contratação, é um grande jogador, que desequilibra", frisou.

Eric Tatu também está de volta


Depois de três meses, o diretor Cássio Roque anunciou o retorno do armador Eric Tatu, que tinha jogado pela equipe limeirense nas temporadas 2005/2006 e 2006/2007. Eric Arthur Romualdo, o "Tatu", é nascido no dia 14/03/1983, na cidade de Rio Claro e começou a jogar nas categorias de base do Bandeirantes/Rio Claro, transferindo-se em 1999 para o Nosso Clube/Limeira.

Quando alcançou a idade para atuar como juvenil, Tatu foi contratado pelo COC/Ribeirão Preto e teve um excelente início de carreira, integrando um elenco vencedor, que tinha Renato e Nezinho, como destaques. Hoje Tatu poderá se reencontrar com seus ex-companheiros. O armador teve uma breve passagem pela cidade de Casa Branca, pois foi rapidamente contratado pela equipe do Universo/Brasília, onde conquistou uma Super Copa Brasil, no ano de 2004.

Em 2005 Tatu retornou a Limeira, com mais experiência e títulos na "bagagem", e integrou o elenco da Winner que conquistou o título mais importante da história da cidade, o nacional da NLB (Nossa Liga de Basquete). No Campeonato Paulista de 2007/2008, Tatu foi defender o São José e teve uma boa participação, levando a equipe do Vale do Paraíba a terceira colocação na fase classificatória e na quinta colocação final.

Guilherme Teichmann seguia com a seleção brasileira em 2008

Ao mesmo tempo em que a Winner passava por uma reformulação, o ala-pivô Guilherme Teichmann defendia o Brasil no Campeonato Sul-Americano do Chile. De contrato renovado, o jogador disse que a Winner serviu de ponte para a sua chegada à seleção.

Para Teichmann, ser convocado para representar o Brasil é sempre uma honra e mostra que o trabalho foi recompensado. Para o jogador, que evoluiu demais nas partidas decisivas da 1ª Supercopa de Basquete, o mais importante é a experiência internacional adquirida na competição. Para ele, os jogos são diferentes daqueles realizados no Brasil, com muito mais contato e disputas individuais com jogadores de maior qualidade técnica.

Por pouco Teichmann não foi incluído na relação dos jogadores disputaram o Torneio Pré-Olímpico, em Atenas, na Grécia, uma vez que vários atletas pediram dispensas como Nenê, Anderson Varejão, Leandrinho, Paulão, Valtinho e Guilherme Jiovannoni. Ele não se abateu e disse que o Sul-Americano também foi importante, pois serviu de classificatório para a Copa América de 2009.

O ala-pivô não esqueceu de comentar que a Winner foi muito importante para a sua visibilidade na seleção. "O Zanon me ajudou e me ajuda muito. Em Limeira eu tenho condições de trabalhar e melhorar em todos os aspectos, além de estar jogando em uma equipe de ponta, que faz com que os treinadores da Seleção Brasileira ficassem de olhos sempre abertos", frisou.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Telmo: uma história de amor e raça pela Winner


Pelo número de pontos, dificilmente alguém conseguirá ultrapassar a marca do pivô Telmo (4.129), considerado um dos mais queridos da torcida de todos aqueles que passaram pela Winner/Limeira.


O "Deus da Raça", apelido que ganhou do repórter Edmar Ferreira, sempre será um ícone do nosso basquete, até porque antes de vestir a camisa da Winner, defendeu com muita hombridade o Nosso Clube, onde travou duelos memoráveis com os pivôs Janjão, José Vargas, Josuel, Tonico, Gema, entre outros.


Telmo com o troféu de vice-campeão paulista em 2005

Telmo dos Santos Oliveira conseguia agitar a torcida com sua vibração e espírito de luta. "Não gosto de perder nem par ou ímpar", brincou. Socos no chão, mãos para o alto, gritos de raiva e explosão no momento da disputa pela posse de bola no garrafão mexiam com todos os presentes no ginásio.

"Sempre fui assim. Gosto de ser raçudo, me faz bem", garante. Telmo era o espelho dos novatos, a verdadeira alma do time. Desde o mais novo até o mais velho, todos queriam conversar com o pivô, que adotou Limeira como sua cidade de coração. "Gosto de andar a pé pelo centro e retribuo o carinho demonstrado pelos torcedores. Fico feliz ao saber que sou um dos mais queridos", comentou em entrevista a Gazeta de Limeira.


Apesar de ser chamado de "cansado" pelo técnico Zanon, Telmo não pensava em largar as quadras tão cedo, mas precisou encontrar novos horizontes após sua saída inesperada da equipe no primeiro semestre de 2008.

A maior tristeza de Telmo é não ter tido a oportunidade de defender a seleção principal do Brasil.

"Passei por todas as categorias de base da seleção, mas faltou a adulta. Tinha condições de fazer parte de pelo menos um grupo, mas minha fama de briguento infelizmente impediu a minha convocação", lamentou.


O jogo inesquecível de sua vida aconteceu em 1992, no Mundial Sub-22 da Espanha. Depois de ter conquistado o título Sul-Americano no Chile, o Brasil ficou em terceiro lugar na Espanha após perder para a França nas semifinais e vencer a Itália na disputa de 3º e 4º. Telmo deixou seu nome marcado no confronto contra a Argentina.

"Ninguém conseguia parar o pivô Nicola, até que o professor Ênio Vecchi me deu a oportunidade de entrar na partida. Além do argentino não pontuar mais, fui o cestinha com 21 pontos. No dia seguinte os jornais espanhóis estamparam a manchete: "Quem é esse Dos Santos?". Foi um momento mágico, já que foi minha última aparição em seleções brasileiras", justificou.


Telmo com o troféu de campeão dos Jogos Regionais de 2007, em Bragança Paulista

Telmo tem uma vasta coleção de títulos. Pelo Parque Continental ganhou tudo o que disputou nas categorias de base e até eleito o melhor jogador do ano foi. Faturou títulos pelas categorias inferiores das seleções paulista e brasileira. Ganhou o Paranaense duas vezes pelo Londrina, o Mineiro pelo Unit/Uberlândia, o Paulista pelo Mackenzie/Microcamp, o Pernambucano pela AABB, o Goiano com o Universo/Ajax e a Associação Regional pela Winner/Limeira.

Em 2004 ajudou a equipe limeirense a chegar na decisão contra o COC/Ribeirão Preto, mas ficou com o vice, a exemplo de 1994, quando o Nosso Clube perdeu para Rio Claro a final disputada em Araraquara. Tem várias medalhas de Jogos Regionais e Jogos Abertos.


Um dos momentos de maior emoção do Deus da Raça: a eliminação para o Paulistano, em pleno Vô Lucato, no Campeonato Paulista de 2006

Família Unida:

Nascido em Itabuna na Bahia, Telmo enche os olhos de lágrimas quando fala de seu amor pela esposa Roberta do Carmo Nicolau Oliveira, com quem está casado há vários anos e principalmente do filho Leonardo Jacon Oliveira, xodó do guerreiro.

"Podem me xingar de tudo, só não mexam com a minha família. Defendo ela com unhas e dentes se precisar. A Roberta é meu talismã, uma pessoa especial. Assim todos tivessem a sorte de ter uma esposa tão atenciosa como eu tenho", frisou.


Telmo ergue o troféu de campeão da Liga do Oscar em 2006

O jogador contou que só conheceu Roberta pela insistência do cunhado Benhur. Curtindo as noites no Nosso Clube, Telmo foi apresentado a sua futura esposa logo após seu retorno da Seleção Brasileira Sub-22. Ele presenteou ambos com uma camisa do Brasil. O namoro oficial começou bem no aniversário de Roberta, em 24 de agosto, quando recebeu flores do apaixonado pivô. Não demorou muito e os dois oficializaram a união.

"Estava no Sírio e combinamos o nosso casamento pelo orelhão", lembrou. Dois anos depois nasceu o príncipe Leonardo, muito festejado pelo casal. "Não preciso esconder de ninguém que eu era briguento e que meu basquete vinha caindo de produção com isso. O casamento e o nascimento do Léo foram fundamentais para meu ressurgimento no esporte. Ganhei força, incentivo e tudo mudou. Não queria em hipótese nenhuma envergonhar a minha família", confidenciou.


Até colorir o cabelo Telmo prometeu para decidir o Paulista de 2005

Léo está seguindo os passos do pai e pretende um dia se tornar jogador de basquete. Além de possuir uma tabela no quintal de sua casa, onde faz centenas de arremessos diários, o prodígio vem conquistando títulos e mais títulos nos Jogos Escolares pelo Colégio São Benedito, além de ser convocado para a seleção brasileira de base.

"Ele quer aprender tudo sozinho. Às vezes dou algumas dicas, mas ele gosta de observar os movimentos dos jogadores da Winner. Espero que ele tenha a mesma sorte do pai", comentou.

Filho de Idenir Caetano Oliveira e Edinalva Santos Oliveira, Telmo tem dois irmãos, Cristiane e Fábio. O caçula atuou pelo Universo Ajax de Goiás e defendeu a Winner no Campeonato Paulista da Série A-1 de 2005/2006. Ele é muito parecido com o irmão. Até a vó Marina, da Chácara Roseira, é lembrada pelo jogador. "Ninguém faz um bolo cinco ovos como ela", destacou.



Um dia especial:

A diretoria da Winner/Limeira homenageou no dia 20/12/2006 o pivô Telmo, capitão da equipe, com uma placa de prata por sua marca histórica em Limeira. Naquela ocasião, mais precisamente no importante duelo contra Franca, o “Deus da Raça” tinha em sua vitoriosa passagem pela Winner, 3.224 pontos em 215 jogos, um recorde absoluto. Ele dedicou a conquista individual para sua esposa Roberta, para seu filho Léo e para os diretores da Winner que sempre o apoiaram.


A homenagem foi lida por Edmar Ferreira e deixou todos os presentes emocionados. Confira agora o que foi dito exatamente no dia dessa homenagem:

“Gostaria de pedir um minuto da atenção de todos vocês aqui no Ginásio Vô Lucato, neste dia 20 de dezembro de 2006. Em primeiro lugar muito boa noite. Meu nome é Edmar Ferreira, sou narrador e repórter esportivo da Gazeta de Limeira, Rádio Mix e do Segunda Esportiva da TV Mix Regional. Sou também um historiador nato da Winner/Limeira, tanto é verdade que em minhas matérias sempre trago números e estatísticas. Neste dia festivo onde todos vocês colaboraram com um Natal mais feliz das pessoas da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Expecionais), nós gostaríamos de prestar uma homenagem justa antes da apresentação das duas equipes. Peço inclusive a compreensão do time de Franca, em especial ao técnico e professor Hélio Rubens Garcia.

Antes de mais nada, gostaríamos que o presidente da Associação Limeirense de Basquete, Osmar de Paula Júnior se dirigisse até o centro da quadra. Vamos falar agora de um dos jogadores mais brilhantes e importantes da história da Winner/Limeira. Todas as vezes que ele entra em quadra, o seu amor pelo clube é visível. É o coração na ponta dos dedos e constantes socos no ar de vibração. Eu tenho a enorme felicidade de ter apelidado esse atleta de “Deus da Raça”, afinal de contas, raça tem tudo a ver com o seu caráter e o seu estilo de jogo, não é verdade minha amiga Roberta e meu amigo Léo? Por isso, tenho a honra de homenagear este mito do nosso esporte, que atende pelo nome de Telmo pelos 3 mil pontos pela Winner. Vamos aplaudir o nosso Deus da Raça".


Flávio de Carvalho passa a faixa pela Tríplice Coroa ao guerreiro

Sua liderança fazia a Winner se sentir gigante diante dos adversários. Prova disso foi a Tríplice Coroa para alegria do técnico Zanon e do responsável pelo projeto Cássio Roque. A camisa 11 será imortalizada em breve e o seu nome jamais sairá do hall da fama de nossa cidade.


Telmo foi mais além e ultrapassou também a casa dos 4 mil pontos. Ele se despediu da equipe após a eliminação precoce na 1ª Supercopa de Basquete para o Conti/Assis, em pleno Vô Lucato. Foram 303 jogos pela Winner e 4.129 pontos marcados, média de 13,6 pontos por partida.

Telmo sempre gostou de participar das campanhas de solidariedade


Lágrimas de um guerreiro: amor eterno pela Winner

sábado, 21 de maio de 2011

Norte-americano Brian Taylor encantou os limeirenses


A Winner/Limeira quase sempre apostou em jogadores norte-americanos. Até 2008, Reinald Johnson, Leon Jones, Poonie Richarlyson, Jason Anderson, Michael Williamson e Ross Sanders foram contratados, mas não tiveram grandes atuações. Isso significa que nenhum deles conseguiu superar o carisma de Brian Taylor, que foi disparadamente o predileto da torcida.

Ele conseguiu a mesma identificação que Walter Aikens teve nos áureos tempos de Nosso Clube. Taylor adorava dar exibição. Suas enterradas levantavam o público e faziam o ginásio tremer.

Vida:


Taylor nasceu em Michigan City, Indiana, em 06/06/1976 e adorava frisar que se sentia em casa em Limeira e que não pensava em sair daqui tão cedo, mas não foi do jeito que ele esperava.

Após a precoce eliminação da 1ª Supercopa de Basquete para o Conti/Assis, em pleno Vô Lucato, a equipe passou por uma reformulação completa e Brian Taylor foi um dos que deixaram o time. E olha que ele foi o cestinha contra a equipe assisense, marcando 33 pontos no jogo derradeiro.

Acontece que sua individualidade acabava por "atrapalhar o jogo coletivo", e foi apostando nesse fator que sua saída foi inevitável. Doí saber que faltavam apenas 10 pontos para que o americano festejasse a marca dos 4.000 pontos com a camisa limeirense. Seu objetivo sempre foi quebrar todos os recordes possíveis, mas não conseguiu superar seu companheiro Telmo, que lidera quase todas as estatísticas da história.

A maior prova de sua fidelidade pela Winner foi a recusa em assinar um contrato "milionário" com o Paulistano/Dix Amico, em 2006, onde jogaria ao lado de seu amigo Shamell e dos selecionáveis Renato Lamas e Jonathan. A diretoria do clube da capital teria lhe oferecido um salário "astronômico" para a disputa da Liga Nacional de 2006/2007, comparado ao recebido por jogadores de nível de Seleção Brasileira. "Não jogo por dinheiro, jogo por prazer", resumiu. Brian chegou a se irritar com os rumores de sua possível saída. "Daqui não saio mesmo", dizia com firmeza.

Chegada em Limeira:



Filho do meio do casal Daniel e Linda e irmão de Mônica e Brittany, o armador chegou em Limeira às vésperas da Copa EPTV de São Carlos em 2004, indicado pelo agente Patrick McColl, que pegou suas referências com o técnico Derick Howard, um dos grandes admiradores do jogador.

Taylor iniciou no basquete aos 9 anos, quando sua mãe o mandou para um acampamento da modalidade. Sua evolução foi acima da média e seu crescimento no basquete foi assustador.

Foram três anos atuando na Venezuela, onde defendeu o Guaros de Lara, Marinos e Cocodrilos. Também passou pelo Olimpia Slavoning Osijek, da Croácia. Em 2001, ficou uma temporada no Milwaukee Bucks, na NBA, onde fez uma amizade que dura até hoje com o astro San Cassel.

Um dos orgulhos do armador de 1m86 e 80 kg, é o filho Brian Taylor Júnior, que em sua época da Winner, jogava futebol americano em Indiana. Sua caçula Alexis, morava na Flórida. Para garantir o sustento dos "pimpolhos", o jogador possuía uma imobiliária nos EUA.

Brian também era, na época, um dos garotos-propaganda da marca esportiva AND 1, que significa "Vida do Verdadeiro Basquete" e que tem uma seleção de jogadores que gostam de fazer exibições pelo mundo. Em 2001, Brian ganhou um convite para assistir ao Mixtape Tour, em Chicago. Como o selecionado local estava sem jogadores, Taylor foi convidado a jogar e simplesmente arrebentou, ganhando inclusive o campeonato de enterradas. Em razão de sua brilhante atuação, foi convidado pela direção da AND 1 a fazer parte do time das estrelas.

Melhores marcas:


Sua melhor marca pela Winner foram 43 pontos, anotados na vitória contra o São Caetano, no Vô Lucato, por 98 a 90, em 24/11/2005, pelo Campeonato Paulista. Seus recordes individuais pela equipe limeirense são: 7 bolas certeiras dos três pontos, 15 bolas certeiras dos dois pontos, 13 lances livres convertidos, 7 rebotes, 7 assistências, 5 bolas recuperadas, 2 bloqueios e 44min48seg em quadra. Ele teve a ajuda do auxiliar e intérprete Alvacyr Lazzarini Júnior, seu fiel escudeiro e que trabalhou como auxiliar-técnico de Zanon.

Era muito explosivo:


Um dos graves defeitos de Taylor era o nervosismo. Ele não admitia perder e por isso exagerava nas reclamações com a arbitragem. Em seu histórico pela Winner constam portas quebradas, faltas técnicas, socos no ar, chutes nos bancos de reservas e até uma prancheta do técnico Zanon que foi partida ao meio. Mas em quadra foram suas jogadas excepcionais, que fizeram o público vibrar, principalmente com suas enterradas. Taylor jamais será esquecido pelo verdadeiro amante do basquete.

Marca histórica:


Brian Taylor viveu um dia especial em 24/09/2007. Foi exatamente às 20h11 que ele entrou para o hall da fama da Winner ao ultrapassar a marca dos 3.000 pontos com a camisa limeirense, se igualando ao ala Wilmar Rensi e ao pivô Telmo, outros mitos sagrados da equipe.

Ele entrou em quadra necessitando de apenas dois pontos para registrar para sempre seu nome na história, pois somava 2.998 pontos em 179 jogos. Foi em um belo arremesso dos 3 pontos que a marca foi atingida.

Na vitória contra o Ulbra/São Bernardo por 78 a 67, no Ginásio Poliesportivo do Nosso Clube, pela fase de classificação do Campeonato Paulista de Basquete da Série A-1 de 2007, o "voador" anotou 25 pontos, tendo acertado 6 dos seus 11 arremessos dos três pontos. Também pegou 3 rebotes, deu uma assistência e recuperou uma posse de bola em seu jogo de número 180.

No duelo seguinte contra o Conti/Assis em 04/10/2007, Taylor foi homenageado com uma placa de prata pelos serviços prestados a Winner, time que sempre defendeu com "unhas e dentes". O carinho dos torcedores para com o atleta era tão grande que ele foi aplaudido em pé pelos presentes.

Eu fiz questão de elogiar o americano no microfone disponível no ginásio, antes de a bola subiu ao ar. Como forma de retribuição, Taylor marcou 14 pontos na importante vitória por 108 a 100.

Tristeza por jogar contra:

Sem clube depois da dispensa, Taylor assinou contrato com o Conti/Assis. O seu primeiro encontro contra a Winner aconteceu no dia 27/08/2008, no Ginásio Municipal de Pirassununga. A Winner venceu por 100 a 95, em partida válida pela 8ª Copa EPTV, e o americano foi o cestinha com 36 pontos. O jogador chegou a ficar com lágrimas nos olhos ao dizer: "é difícil saber que eles não me querem mais depois de tudo o que eu fiz pelo time". "É duro olhar o aquecimento da Winner e ver que eu não estou lá", completou.

Brian Taylor: jogos com 30 pontos ou mais

24/11/2005 - Winner 98 x 90 São Caetano (43)
16/10/2004 - Winner 93 x 97 Franca (41)
15/04/2005 - Winner 105 x 96 Ulbra/RS (39)
02/02/2006 - Telemar 105 x 97 Winner (39)
17/04/2008 - Winner 108 x 96 Conti/Assis (39)
05/02/2006 - Liga Macaense 91 x 92 Winner (38)
12/04/2008 - São José 79 x 84 Winner (38)
15/05/2008 - Winner 99 x 103 Pinheiros (38)
06/11/2005 - São Caetano 109 x 99 Winner (37)
21/03/2008 - Bauru 84 x 102 Winner (37)
18/04/2008 - Winner 110 x 101 Conti/Assis (37)
10/09/2005 - Winner 94 x 98 Conti/Assis (35)
06/12/2004 - São Bernardo 94 x 89 Winner (34)
28/05/2008 - Winner 110 x 105 Conti/Assis (33)
08/03/2005 - Winner 90 x 77 Pitágoras (32)
14/03/2005 - Winner 105 x 100 Joinville (32)
27/11/2005 - Casa Branca 91 x 100 Winner (32)
05/05/2006 - Paysandu 107 x 104 Winner (32)
18/03/2006 - Winner 90 x 79 Saldanha da Gama (31)
28/11/2004 - Brasília 91 x 86 Winner (30)
13/05/2008 - Franca 102 x 98 Winner (30)

*** Pesquisa Edmar Ferreira

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Pivô Rodrigo Bahia pensou em abandonar a carreira


Um jogador de extrema capacidade técnica, mas prejudicado por uma série de contusões. O pivô Rodrigo Bahia, um dos prediletos da torcida da Winner, abriu seu coração em uma entrevista exclusiva ao Painel Esportivo, publicada pela Gazeta de Limeira no dia 13 de janeiro de 2008.
Ele contou detalhes de sua vida e confidenciou que pensou até em parar de jogar basquete para se dedicar a vida de personal trainner. "Foram Deus e a minha família que me fizeram retornar às quadras", comentou.

Rodrigo Bahia tem um gênio forte, é explosivo e sempre quer ganhar. Chega até ser violento às vezes com o adversário. Fã do jogo de contato no garrafão, o atleta foi um dos melhores do Campeonato Paulista de 2007, mesmo atuando da metade da fase de classificação para frente.


Fora de quadra, reúne duas excelentes qualidades, que são completamente diferentes uma da outra. Ao mesmo tempo em que é brincalhão, o gigante de 2m03 e 115 kg é sério quando o assunto é a carreira e o companheirismo. "Não tenho pápas na língua mesmo. Sou autêntico o tempo todo e detesto fazer igrejinha. Se tiver que falar algo para alguém, falo na cara e não deixo para depois", afirmou.

Bahia sabe que foi popular em Limeira e que teve a preferência da torcida ao lado de Telmo, o "Deus da Raça", dispensado ao mesmo tempo que ele. "A minha volta em 2008 provou que eu ainda tinha muito a dar aos limeirenses. Sei que os torcedores gostavam de mim e por isso procurava retribuir esse carinho com pontos e luta no garrafão", salientou.


E o pivô sabe mesmo o que está falando, pois todas as cestas que marcava, seja no Ginásio Vô Lucato ou no Poliesportivo do Nosso Clube, ele abria aquele sorriso e apontava o dedo para as arquibancadas. Rapidamente seu nome era ovacionado, lhe dando ainda mais força. "Ouvir o seu nome em coro é sinal de que você está fazendo um bom trabalho", frisou.

O que ele não gostava mesmo era de sair do jogo, ainda mais quando recebia faltas. "Tenho sangue quente e por mim eu jogo os quatro quartos. É por isso que ficava nervoso quando saia. Quero sempre brigar pela posse de bola", confidenciou.

Cirurgias atrás de cirurgias

O pivô passou por seis cirurgias, sendo uma no joelho direito e as outras cinco no esquerdo. Ele se apresentou ao técnico Zanon no dia 1º de julho de 2003 e disputou a Copa EPTV de São Carlos. Acontece que logo em seguida, sofreu uma grave contusão. Participando da abertura do Torneio Início em Araraquara, o pivô rompeu o ligamento cruzado do joelho direito na partida contra o Conti/Assis. "Vi meu mundo desabar naquele momento, pois tinha acabado de chegar. Era minha chance de provar que o meu lugar era no basquetebol paulista", lembrou.

O atleta viveu um dos momentos mais difíceis de sua carreira até ser operado pelo doutor Terréri, em Ribeirão Preto, um dos melhores do país. "Graças a Deus a cirurgia foi um sucesso. Tinha a confiança no médico por ele trabalhar também no COC, minha ex-equipe. Todos tinham um carinho muito especial por mim em Ribeirão Preto e por isso sabia que tudo daria certo", justificou. Foram mais sete meses de recuperação e o fim do sonho de participar do Paulistão de 2003. "Assisti todos os jogos da Winner das arquibancadas do Vô Lucato. Não tem coisa pior, pois queria mesmo era estar lutando com meus companheiros dentro da quadra", salientou.

Retorno às quadras


Aos poucos o pivô foi voltando às suas atividades normais. Horas e horas foram dedicadas às sessões de fisioterapia, até a liberação do Departamento Médico no mês de maio de 2004. O retorno aconteceu mais precisamente no dia 28, no segundo confronto contra o XV de Piracicaba pelas quartas-de-final do Torneio Novo Milênio. "Me senti uma criança que tinha acabado de ganhar um presente. Não via a hora de voltar a jogar. O tempo de recuperação é triste e sofrido", destacou.

A recompensa veio logo em seu primeiro contato com a bola. "Acertei um arremesso dos três pontos. Isso é raro na vida de um pivô. Olhei para o banco de reservas e vi todos me aplaudindo em pé e ao mesmo tempo sorrindo. Desse momento eu jamais me esquecerei", lembrou.
Para fechar com chave de ouro a sua volta, a Winner venceu o time piracicabano por 99 a 73, em partida disputada no Poliesportivo do Nosso Clube. Bahia não voltou a sentir mais dores no local e jogou até o fim do campeonato que, terminou com a Winner em segundo lugar, com o Conti/Assis, do infernal Arnaldinho, sendo o campeão.

O que Bahia não esperava era uma nova lesão, que aconteceu no dia 24 de janeiro de 2007, agora no joelho esquerdo. "Precisei corrigir uma cirurgia mal feita no passado, mas esse assunto eu prefiro não comentar. O doutor Moisés Cohen, referência na medicina esportiva, praticamente reconstruiu o meu joelho e hoje graças a Deus posso jogar. Convivo com as dores todos os dias, mas minha força de vontade é maior do que elas", destacou na entrevista.

Muita dedicação


A dedicação caminhava lado a lado com o pivô. Nas horas de folga, Bahia procurava aprimorar a parte física, um de seus pontos fortes. O jogador se formou em educação física pelas Organizações Einstein e após operar em 2007, virou personal trainner na Companhia Athletic, em São Paulo, uma das academias mais respeitadas do Brasil.

"Mesmo adorando o basquete, estava mesmo propenso a mudar de profissão. Fui obrigado a vender meus bens para pagar os quase R$ 40 mil que gastei na última cirurgia, inclusive passei a andar a pé. Para conseguir o meu sustento na capital, passei a trabalhar. Por outro lado senti que a minha família não apoiou essa minha decisão e me convenceu a voltar ao basquete. O próprio Dr Cohen me aconselhou a voltar e me deu algumas orientações, para que eu não voltesse a me lesionar. Como sou um cara que gosto de ouvir as pessoas ao meu redor, principalmente aquelas que gostam de mim, senti que era o momento certo de retornar", explicou.

Além de tudo, era um torcedor


Rodrigo Bahia contou que mesmo se recuperando da cirurgia, não perdia um jogo da Winner, principalmente em Limeira. "Gostava de ver o interesse dos torcedores. A todo momento eles pediam a minha volta e queriam saber se eu estava bem. Isso me deu confiança e prazer", frisou.
Após dois meses de cirurgia, ele foi assistir Paulistano e Winner, em São Paulo.

"Quando entrei andando normalmente no ginásio, sem mancar e sem muleta, o Cássio Roque foi até a minha direção para saber o meu estado. Disse que estava bem e ele então me convidou para voltar a vestir a camisa da Winner. Acontece que eu precisava de mais alguns meses de fortalecimento muscular e ele entendeu. Com seis meses de cirurgia eu acompanhei o Torneio Rosa Branca em Limeira e acertei o meu retorno para o mês de outubro. Isso me motivou e me trouxe a alegria de volta. Eu estava sozinho em São Paulo e de repente eu vi tudo voltar ao normal. Agora sim eu era o Rodrigo Bahia dos desafios permanentes", disse.

Em 2004, no vice do Paulista (derrota para o COC), ele foi escolhido o melhor pivô do campeonato e foi premiado na FPB. Em uma de suas entrevistas em Limeira, Bahia fez questão de elogiar o amigo Telmo. "Gostamos de usar toda a nossa força. Admiro a sua raça e o espírito de liderança. Somos loucos por rebote e no ataque é difícil nos parar", frisou.

Vida em Salvador

Nascido em Salvador na Bahia no dia 23 de outubro de 1979, Rodrigo iniciou sua carreira na Associação Atlética Bahia, até se transferir para o basquetebol paulista. Jogou no Sport Club Corinthians Paulista, no Marathon de Franca, no COC/Ribeirão Preto, no Uniara de Araraquara e no Flamengo do Rio de Janeiro, até voltar a São Paulo para defender a Winner.

"Quando defendi o Mengão contra a Winner, senti que um dia eu jogaria em Limeira. Fiquei feliz quando assinei meu primeiro contrato", afirmou. No seu tempo de Winner, Bahia não sonhava mais com a Seleção Brasileira. "Defendi o Brasil em categorias de base e queria chegar no topo, mas fui prejudicado com essa série de contusões", completou.



Pena que com a eliminação para o Conti/Assis, nas semifinais da 1ª Supercopa de Basquete, Bahia teve seu nome incluído na lista de dispensa.

Rodrigo Bahia pela Winner:

1.803 Pontos
182 Jogos
9,9 Média