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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Telmo: uma história de amor e raça pela Winner


Pelo número de pontos, dificilmente alguém conseguirá ultrapassar a marca do pivô Telmo (4.129), considerado um dos mais queridos da torcida de todos aqueles que passaram pela Winner/Limeira.


O "Deus da Raça", apelido que ganhou do repórter Edmar Ferreira, sempre será um ícone do nosso basquete, até porque antes de vestir a camisa da Winner, defendeu com muita hombridade o Nosso Clube, onde travou duelos memoráveis com os pivôs Janjão, José Vargas, Josuel, Tonico, Gema, entre outros.


Telmo com o troféu de vice-campeão paulista em 2005

Telmo dos Santos Oliveira conseguia agitar a torcida com sua vibração e espírito de luta. "Não gosto de perder nem par ou ímpar", brincou. Socos no chão, mãos para o alto, gritos de raiva e explosão no momento da disputa pela posse de bola no garrafão mexiam com todos os presentes no ginásio.

"Sempre fui assim. Gosto de ser raçudo, me faz bem", garante. Telmo era o espelho dos novatos, a verdadeira alma do time. Desde o mais novo até o mais velho, todos queriam conversar com o pivô, que adotou Limeira como sua cidade de coração. "Gosto de andar a pé pelo centro e retribuo o carinho demonstrado pelos torcedores. Fico feliz ao saber que sou um dos mais queridos", comentou em entrevista a Gazeta de Limeira.


Apesar de ser chamado de "cansado" pelo técnico Zanon, Telmo não pensava em largar as quadras tão cedo, mas precisou encontrar novos horizontes após sua saída inesperada da equipe no primeiro semestre de 2008.

A maior tristeza de Telmo é não ter tido a oportunidade de defender a seleção principal do Brasil.

"Passei por todas as categorias de base da seleção, mas faltou a adulta. Tinha condições de fazer parte de pelo menos um grupo, mas minha fama de briguento infelizmente impediu a minha convocação", lamentou.


O jogo inesquecível de sua vida aconteceu em 1992, no Mundial Sub-22 da Espanha. Depois de ter conquistado o título Sul-Americano no Chile, o Brasil ficou em terceiro lugar na Espanha após perder para a França nas semifinais e vencer a Itália na disputa de 3º e 4º. Telmo deixou seu nome marcado no confronto contra a Argentina.

"Ninguém conseguia parar o pivô Nicola, até que o professor Ênio Vecchi me deu a oportunidade de entrar na partida. Além do argentino não pontuar mais, fui o cestinha com 21 pontos. No dia seguinte os jornais espanhóis estamparam a manchete: "Quem é esse Dos Santos?". Foi um momento mágico, já que foi minha última aparição em seleções brasileiras", justificou.


Telmo com o troféu de campeão dos Jogos Regionais de 2007, em Bragança Paulista

Telmo tem uma vasta coleção de títulos. Pelo Parque Continental ganhou tudo o que disputou nas categorias de base e até eleito o melhor jogador do ano foi. Faturou títulos pelas categorias inferiores das seleções paulista e brasileira. Ganhou o Paranaense duas vezes pelo Londrina, o Mineiro pelo Unit/Uberlândia, o Paulista pelo Mackenzie/Microcamp, o Pernambucano pela AABB, o Goiano com o Universo/Ajax e a Associação Regional pela Winner/Limeira.

Em 2004 ajudou a equipe limeirense a chegar na decisão contra o COC/Ribeirão Preto, mas ficou com o vice, a exemplo de 1994, quando o Nosso Clube perdeu para Rio Claro a final disputada em Araraquara. Tem várias medalhas de Jogos Regionais e Jogos Abertos.


Um dos momentos de maior emoção do Deus da Raça: a eliminação para o Paulistano, em pleno Vô Lucato, no Campeonato Paulista de 2006

Família Unida:

Nascido em Itabuna na Bahia, Telmo enche os olhos de lágrimas quando fala de seu amor pela esposa Roberta do Carmo Nicolau Oliveira, com quem está casado há vários anos e principalmente do filho Leonardo Jacon Oliveira, xodó do guerreiro.

"Podem me xingar de tudo, só não mexam com a minha família. Defendo ela com unhas e dentes se precisar. A Roberta é meu talismã, uma pessoa especial. Assim todos tivessem a sorte de ter uma esposa tão atenciosa como eu tenho", frisou.


Telmo ergue o troféu de campeão da Liga do Oscar em 2006

O jogador contou que só conheceu Roberta pela insistência do cunhado Benhur. Curtindo as noites no Nosso Clube, Telmo foi apresentado a sua futura esposa logo após seu retorno da Seleção Brasileira Sub-22. Ele presenteou ambos com uma camisa do Brasil. O namoro oficial começou bem no aniversário de Roberta, em 24 de agosto, quando recebeu flores do apaixonado pivô. Não demorou muito e os dois oficializaram a união.

"Estava no Sírio e combinamos o nosso casamento pelo orelhão", lembrou. Dois anos depois nasceu o príncipe Leonardo, muito festejado pelo casal. "Não preciso esconder de ninguém que eu era briguento e que meu basquete vinha caindo de produção com isso. O casamento e o nascimento do Léo foram fundamentais para meu ressurgimento no esporte. Ganhei força, incentivo e tudo mudou. Não queria em hipótese nenhuma envergonhar a minha família", confidenciou.


Até colorir o cabelo Telmo prometeu para decidir o Paulista de 2005

Léo está seguindo os passos do pai e pretende um dia se tornar jogador de basquete. Além de possuir uma tabela no quintal de sua casa, onde faz centenas de arremessos diários, o prodígio vem conquistando títulos e mais títulos nos Jogos Escolares pelo Colégio São Benedito, além de ser convocado para a seleção brasileira de base.

"Ele quer aprender tudo sozinho. Às vezes dou algumas dicas, mas ele gosta de observar os movimentos dos jogadores da Winner. Espero que ele tenha a mesma sorte do pai", comentou.

Filho de Idenir Caetano Oliveira e Edinalva Santos Oliveira, Telmo tem dois irmãos, Cristiane e Fábio. O caçula atuou pelo Universo Ajax de Goiás e defendeu a Winner no Campeonato Paulista da Série A-1 de 2005/2006. Ele é muito parecido com o irmão. Até a vó Marina, da Chácara Roseira, é lembrada pelo jogador. "Ninguém faz um bolo cinco ovos como ela", destacou.



Um dia especial:

A diretoria da Winner/Limeira homenageou no dia 20/12/2006 o pivô Telmo, capitão da equipe, com uma placa de prata por sua marca histórica em Limeira. Naquela ocasião, mais precisamente no importante duelo contra Franca, o “Deus da Raça” tinha em sua vitoriosa passagem pela Winner, 3.224 pontos em 215 jogos, um recorde absoluto. Ele dedicou a conquista individual para sua esposa Roberta, para seu filho Léo e para os diretores da Winner que sempre o apoiaram.


A homenagem foi lida por Edmar Ferreira e deixou todos os presentes emocionados. Confira agora o que foi dito exatamente no dia dessa homenagem:

“Gostaria de pedir um minuto da atenção de todos vocês aqui no Ginásio Vô Lucato, neste dia 20 de dezembro de 2006. Em primeiro lugar muito boa noite. Meu nome é Edmar Ferreira, sou narrador e repórter esportivo da Gazeta de Limeira, Rádio Mix e do Segunda Esportiva da TV Mix Regional. Sou também um historiador nato da Winner/Limeira, tanto é verdade que em minhas matérias sempre trago números e estatísticas. Neste dia festivo onde todos vocês colaboraram com um Natal mais feliz das pessoas da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Expecionais), nós gostaríamos de prestar uma homenagem justa antes da apresentação das duas equipes. Peço inclusive a compreensão do time de Franca, em especial ao técnico e professor Hélio Rubens Garcia.

Antes de mais nada, gostaríamos que o presidente da Associação Limeirense de Basquete, Osmar de Paula Júnior se dirigisse até o centro da quadra. Vamos falar agora de um dos jogadores mais brilhantes e importantes da história da Winner/Limeira. Todas as vezes que ele entra em quadra, o seu amor pelo clube é visível. É o coração na ponta dos dedos e constantes socos no ar de vibração. Eu tenho a enorme felicidade de ter apelidado esse atleta de “Deus da Raça”, afinal de contas, raça tem tudo a ver com o seu caráter e o seu estilo de jogo, não é verdade minha amiga Roberta e meu amigo Léo? Por isso, tenho a honra de homenagear este mito do nosso esporte, que atende pelo nome de Telmo pelos 3 mil pontos pela Winner. Vamos aplaudir o nosso Deus da Raça".


Flávio de Carvalho passa a faixa pela Tríplice Coroa ao guerreiro

Sua liderança fazia a Winner se sentir gigante diante dos adversários. Prova disso foi a Tríplice Coroa para alegria do técnico Zanon e do responsável pelo projeto Cássio Roque. A camisa 11 será imortalizada em breve e o seu nome jamais sairá do hall da fama de nossa cidade.


Telmo foi mais além e ultrapassou também a casa dos 4 mil pontos. Ele se despediu da equipe após a eliminação precoce na 1ª Supercopa de Basquete para o Conti/Assis, em pleno Vô Lucato. Foram 303 jogos pela Winner e 4.129 pontos marcados, média de 13,6 pontos por partida.

Telmo sempre gostou de participar das campanhas de solidariedade


Lágrimas de um guerreiro: amor eterno pela Winner

sábado, 21 de maio de 2011

Norte-americano Brian Taylor encantou os limeirenses


A Winner/Limeira quase sempre apostou em jogadores norte-americanos. Até 2008, Reinald Johnson, Leon Jones, Poonie Richarlyson, Jason Anderson, Michael Williamson e Ross Sanders foram contratados, mas não tiveram grandes atuações. Isso significa que nenhum deles conseguiu superar o carisma de Brian Taylor, que foi disparadamente o predileto da torcida.

Ele conseguiu a mesma identificação que Walter Aikens teve nos áureos tempos de Nosso Clube. Taylor adorava dar exibição. Suas enterradas levantavam o público e faziam o ginásio tremer.

Vida:


Taylor nasceu em Michigan City, Indiana, em 06/06/1976 e adorava frisar que se sentia em casa em Limeira e que não pensava em sair daqui tão cedo, mas não foi do jeito que ele esperava.

Após a precoce eliminação da 1ª Supercopa de Basquete para o Conti/Assis, em pleno Vô Lucato, a equipe passou por uma reformulação completa e Brian Taylor foi um dos que deixaram o time. E olha que ele foi o cestinha contra a equipe assisense, marcando 33 pontos no jogo derradeiro.

Acontece que sua individualidade acabava por "atrapalhar o jogo coletivo", e foi apostando nesse fator que sua saída foi inevitável. Doí saber que faltavam apenas 10 pontos para que o americano festejasse a marca dos 4.000 pontos com a camisa limeirense. Seu objetivo sempre foi quebrar todos os recordes possíveis, mas não conseguiu superar seu companheiro Telmo, que lidera quase todas as estatísticas da história.

A maior prova de sua fidelidade pela Winner foi a recusa em assinar um contrato "milionário" com o Paulistano/Dix Amico, em 2006, onde jogaria ao lado de seu amigo Shamell e dos selecionáveis Renato Lamas e Jonathan. A diretoria do clube da capital teria lhe oferecido um salário "astronômico" para a disputa da Liga Nacional de 2006/2007, comparado ao recebido por jogadores de nível de Seleção Brasileira. "Não jogo por dinheiro, jogo por prazer", resumiu. Brian chegou a se irritar com os rumores de sua possível saída. "Daqui não saio mesmo", dizia com firmeza.

Chegada em Limeira:



Filho do meio do casal Daniel e Linda e irmão de Mônica e Brittany, o armador chegou em Limeira às vésperas da Copa EPTV de São Carlos em 2004, indicado pelo agente Patrick McColl, que pegou suas referências com o técnico Derick Howard, um dos grandes admiradores do jogador.

Taylor iniciou no basquete aos 9 anos, quando sua mãe o mandou para um acampamento da modalidade. Sua evolução foi acima da média e seu crescimento no basquete foi assustador.

Foram três anos atuando na Venezuela, onde defendeu o Guaros de Lara, Marinos e Cocodrilos. Também passou pelo Olimpia Slavoning Osijek, da Croácia. Em 2001, ficou uma temporada no Milwaukee Bucks, na NBA, onde fez uma amizade que dura até hoje com o astro San Cassel.

Um dos orgulhos do armador de 1m86 e 80 kg, é o filho Brian Taylor Júnior, que em sua época da Winner, jogava futebol americano em Indiana. Sua caçula Alexis, morava na Flórida. Para garantir o sustento dos "pimpolhos", o jogador possuía uma imobiliária nos EUA.

Brian também era, na época, um dos garotos-propaganda da marca esportiva AND 1, que significa "Vida do Verdadeiro Basquete" e que tem uma seleção de jogadores que gostam de fazer exibições pelo mundo. Em 2001, Brian ganhou um convite para assistir ao Mixtape Tour, em Chicago. Como o selecionado local estava sem jogadores, Taylor foi convidado a jogar e simplesmente arrebentou, ganhando inclusive o campeonato de enterradas. Em razão de sua brilhante atuação, foi convidado pela direção da AND 1 a fazer parte do time das estrelas.

Melhores marcas:


Sua melhor marca pela Winner foram 43 pontos, anotados na vitória contra o São Caetano, no Vô Lucato, por 98 a 90, em 24/11/2005, pelo Campeonato Paulista. Seus recordes individuais pela equipe limeirense são: 7 bolas certeiras dos três pontos, 15 bolas certeiras dos dois pontos, 13 lances livres convertidos, 7 rebotes, 7 assistências, 5 bolas recuperadas, 2 bloqueios e 44min48seg em quadra. Ele teve a ajuda do auxiliar e intérprete Alvacyr Lazzarini Júnior, seu fiel escudeiro e que trabalhou como auxiliar-técnico de Zanon.

Era muito explosivo:


Um dos graves defeitos de Taylor era o nervosismo. Ele não admitia perder e por isso exagerava nas reclamações com a arbitragem. Em seu histórico pela Winner constam portas quebradas, faltas técnicas, socos no ar, chutes nos bancos de reservas e até uma prancheta do técnico Zanon que foi partida ao meio. Mas em quadra foram suas jogadas excepcionais, que fizeram o público vibrar, principalmente com suas enterradas. Taylor jamais será esquecido pelo verdadeiro amante do basquete.

Marca histórica:


Brian Taylor viveu um dia especial em 24/09/2007. Foi exatamente às 20h11 que ele entrou para o hall da fama da Winner ao ultrapassar a marca dos 3.000 pontos com a camisa limeirense, se igualando ao ala Wilmar Rensi e ao pivô Telmo, outros mitos sagrados da equipe.

Ele entrou em quadra necessitando de apenas dois pontos para registrar para sempre seu nome na história, pois somava 2.998 pontos em 179 jogos. Foi em um belo arremesso dos 3 pontos que a marca foi atingida.

Na vitória contra o Ulbra/São Bernardo por 78 a 67, no Ginásio Poliesportivo do Nosso Clube, pela fase de classificação do Campeonato Paulista de Basquete da Série A-1 de 2007, o "voador" anotou 25 pontos, tendo acertado 6 dos seus 11 arremessos dos três pontos. Também pegou 3 rebotes, deu uma assistência e recuperou uma posse de bola em seu jogo de número 180.

No duelo seguinte contra o Conti/Assis em 04/10/2007, Taylor foi homenageado com uma placa de prata pelos serviços prestados a Winner, time que sempre defendeu com "unhas e dentes". O carinho dos torcedores para com o atleta era tão grande que ele foi aplaudido em pé pelos presentes.

Eu fiz questão de elogiar o americano no microfone disponível no ginásio, antes de a bola subiu ao ar. Como forma de retribuição, Taylor marcou 14 pontos na importante vitória por 108 a 100.

Tristeza por jogar contra:

Sem clube depois da dispensa, Taylor assinou contrato com o Conti/Assis. O seu primeiro encontro contra a Winner aconteceu no dia 27/08/2008, no Ginásio Municipal de Pirassununga. A Winner venceu por 100 a 95, em partida válida pela 8ª Copa EPTV, e o americano foi o cestinha com 36 pontos. O jogador chegou a ficar com lágrimas nos olhos ao dizer: "é difícil saber que eles não me querem mais depois de tudo o que eu fiz pelo time". "É duro olhar o aquecimento da Winner e ver que eu não estou lá", completou.

Brian Taylor: jogos com 30 pontos ou mais

24/11/2005 - Winner 98 x 90 São Caetano (43)
16/10/2004 - Winner 93 x 97 Franca (41)
15/04/2005 - Winner 105 x 96 Ulbra/RS (39)
02/02/2006 - Telemar 105 x 97 Winner (39)
17/04/2008 - Winner 108 x 96 Conti/Assis (39)
05/02/2006 - Liga Macaense 91 x 92 Winner (38)
12/04/2008 - São José 79 x 84 Winner (38)
15/05/2008 - Winner 99 x 103 Pinheiros (38)
06/11/2005 - São Caetano 109 x 99 Winner (37)
21/03/2008 - Bauru 84 x 102 Winner (37)
18/04/2008 - Winner 110 x 101 Conti/Assis (37)
10/09/2005 - Winner 94 x 98 Conti/Assis (35)
06/12/2004 - São Bernardo 94 x 89 Winner (34)
28/05/2008 - Winner 110 x 105 Conti/Assis (33)
08/03/2005 - Winner 90 x 77 Pitágoras (32)
14/03/2005 - Winner 105 x 100 Joinville (32)
27/11/2005 - Casa Branca 91 x 100 Winner (32)
05/05/2006 - Paysandu 107 x 104 Winner (32)
18/03/2006 - Winner 90 x 79 Saldanha da Gama (31)
28/11/2004 - Brasília 91 x 86 Winner (30)
13/05/2008 - Franca 102 x 98 Winner (30)

*** Pesquisa Edmar Ferreira

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Pivô Rodrigo Bahia pensou em abandonar a carreira


Um jogador de extrema capacidade técnica, mas prejudicado por uma série de contusões. O pivô Rodrigo Bahia, um dos prediletos da torcida da Winner, abriu seu coração em uma entrevista exclusiva ao Painel Esportivo, publicada pela Gazeta de Limeira no dia 13 de janeiro de 2008.
Ele contou detalhes de sua vida e confidenciou que pensou até em parar de jogar basquete para se dedicar a vida de personal trainner. "Foram Deus e a minha família que me fizeram retornar às quadras", comentou.

Rodrigo Bahia tem um gênio forte, é explosivo e sempre quer ganhar. Chega até ser violento às vezes com o adversário. Fã do jogo de contato no garrafão, o atleta foi um dos melhores do Campeonato Paulista de 2007, mesmo atuando da metade da fase de classificação para frente.


Fora de quadra, reúne duas excelentes qualidades, que são completamente diferentes uma da outra. Ao mesmo tempo em que é brincalhão, o gigante de 2m03 e 115 kg é sério quando o assunto é a carreira e o companheirismo. "Não tenho pápas na língua mesmo. Sou autêntico o tempo todo e detesto fazer igrejinha. Se tiver que falar algo para alguém, falo na cara e não deixo para depois", afirmou.

Bahia sabe que foi popular em Limeira e que teve a preferência da torcida ao lado de Telmo, o "Deus da Raça", dispensado ao mesmo tempo que ele. "A minha volta em 2008 provou que eu ainda tinha muito a dar aos limeirenses. Sei que os torcedores gostavam de mim e por isso procurava retribuir esse carinho com pontos e luta no garrafão", salientou.


E o pivô sabe mesmo o que está falando, pois todas as cestas que marcava, seja no Ginásio Vô Lucato ou no Poliesportivo do Nosso Clube, ele abria aquele sorriso e apontava o dedo para as arquibancadas. Rapidamente seu nome era ovacionado, lhe dando ainda mais força. "Ouvir o seu nome em coro é sinal de que você está fazendo um bom trabalho", frisou.

O que ele não gostava mesmo era de sair do jogo, ainda mais quando recebia faltas. "Tenho sangue quente e por mim eu jogo os quatro quartos. É por isso que ficava nervoso quando saia. Quero sempre brigar pela posse de bola", confidenciou.

Cirurgias atrás de cirurgias

O pivô passou por seis cirurgias, sendo uma no joelho direito e as outras cinco no esquerdo. Ele se apresentou ao técnico Zanon no dia 1º de julho de 2003 e disputou a Copa EPTV de São Carlos. Acontece que logo em seguida, sofreu uma grave contusão. Participando da abertura do Torneio Início em Araraquara, o pivô rompeu o ligamento cruzado do joelho direito na partida contra o Conti/Assis. "Vi meu mundo desabar naquele momento, pois tinha acabado de chegar. Era minha chance de provar que o meu lugar era no basquetebol paulista", lembrou.

O atleta viveu um dos momentos mais difíceis de sua carreira até ser operado pelo doutor Terréri, em Ribeirão Preto, um dos melhores do país. "Graças a Deus a cirurgia foi um sucesso. Tinha a confiança no médico por ele trabalhar também no COC, minha ex-equipe. Todos tinham um carinho muito especial por mim em Ribeirão Preto e por isso sabia que tudo daria certo", justificou. Foram mais sete meses de recuperação e o fim do sonho de participar do Paulistão de 2003. "Assisti todos os jogos da Winner das arquibancadas do Vô Lucato. Não tem coisa pior, pois queria mesmo era estar lutando com meus companheiros dentro da quadra", salientou.

Retorno às quadras


Aos poucos o pivô foi voltando às suas atividades normais. Horas e horas foram dedicadas às sessões de fisioterapia, até a liberação do Departamento Médico no mês de maio de 2004. O retorno aconteceu mais precisamente no dia 28, no segundo confronto contra o XV de Piracicaba pelas quartas-de-final do Torneio Novo Milênio. "Me senti uma criança que tinha acabado de ganhar um presente. Não via a hora de voltar a jogar. O tempo de recuperação é triste e sofrido", destacou.

A recompensa veio logo em seu primeiro contato com a bola. "Acertei um arremesso dos três pontos. Isso é raro na vida de um pivô. Olhei para o banco de reservas e vi todos me aplaudindo em pé e ao mesmo tempo sorrindo. Desse momento eu jamais me esquecerei", lembrou.
Para fechar com chave de ouro a sua volta, a Winner venceu o time piracicabano por 99 a 73, em partida disputada no Poliesportivo do Nosso Clube. Bahia não voltou a sentir mais dores no local e jogou até o fim do campeonato que, terminou com a Winner em segundo lugar, com o Conti/Assis, do infernal Arnaldinho, sendo o campeão.

O que Bahia não esperava era uma nova lesão, que aconteceu no dia 24 de janeiro de 2007, agora no joelho esquerdo. "Precisei corrigir uma cirurgia mal feita no passado, mas esse assunto eu prefiro não comentar. O doutor Moisés Cohen, referência na medicina esportiva, praticamente reconstruiu o meu joelho e hoje graças a Deus posso jogar. Convivo com as dores todos os dias, mas minha força de vontade é maior do que elas", destacou na entrevista.

Muita dedicação


A dedicação caminhava lado a lado com o pivô. Nas horas de folga, Bahia procurava aprimorar a parte física, um de seus pontos fortes. O jogador se formou em educação física pelas Organizações Einstein e após operar em 2007, virou personal trainner na Companhia Athletic, em São Paulo, uma das academias mais respeitadas do Brasil.

"Mesmo adorando o basquete, estava mesmo propenso a mudar de profissão. Fui obrigado a vender meus bens para pagar os quase R$ 40 mil que gastei na última cirurgia, inclusive passei a andar a pé. Para conseguir o meu sustento na capital, passei a trabalhar. Por outro lado senti que a minha família não apoiou essa minha decisão e me convenceu a voltar ao basquete. O próprio Dr Cohen me aconselhou a voltar e me deu algumas orientações, para que eu não voltesse a me lesionar. Como sou um cara que gosto de ouvir as pessoas ao meu redor, principalmente aquelas que gostam de mim, senti que era o momento certo de retornar", explicou.

Além de tudo, era um torcedor


Rodrigo Bahia contou que mesmo se recuperando da cirurgia, não perdia um jogo da Winner, principalmente em Limeira. "Gostava de ver o interesse dos torcedores. A todo momento eles pediam a minha volta e queriam saber se eu estava bem. Isso me deu confiança e prazer", frisou.
Após dois meses de cirurgia, ele foi assistir Paulistano e Winner, em São Paulo.

"Quando entrei andando normalmente no ginásio, sem mancar e sem muleta, o Cássio Roque foi até a minha direção para saber o meu estado. Disse que estava bem e ele então me convidou para voltar a vestir a camisa da Winner. Acontece que eu precisava de mais alguns meses de fortalecimento muscular e ele entendeu. Com seis meses de cirurgia eu acompanhei o Torneio Rosa Branca em Limeira e acertei o meu retorno para o mês de outubro. Isso me motivou e me trouxe a alegria de volta. Eu estava sozinho em São Paulo e de repente eu vi tudo voltar ao normal. Agora sim eu era o Rodrigo Bahia dos desafios permanentes", disse.

Em 2004, no vice do Paulista (derrota para o COC), ele foi escolhido o melhor pivô do campeonato e foi premiado na FPB. Em uma de suas entrevistas em Limeira, Bahia fez questão de elogiar o amigo Telmo. "Gostamos de usar toda a nossa força. Admiro a sua raça e o espírito de liderança. Somos loucos por rebote e no ataque é difícil nos parar", frisou.

Vida em Salvador

Nascido em Salvador na Bahia no dia 23 de outubro de 1979, Rodrigo iniciou sua carreira na Associação Atlética Bahia, até se transferir para o basquetebol paulista. Jogou no Sport Club Corinthians Paulista, no Marathon de Franca, no COC/Ribeirão Preto, no Uniara de Araraquara e no Flamengo do Rio de Janeiro, até voltar a São Paulo para defender a Winner.

"Quando defendi o Mengão contra a Winner, senti que um dia eu jogaria em Limeira. Fiquei feliz quando assinei meu primeiro contrato", afirmou. No seu tempo de Winner, Bahia não sonhava mais com a Seleção Brasileira. "Defendi o Brasil em categorias de base e queria chegar no topo, mas fui prejudicado com essa série de contusões", completou.



Pena que com a eliminação para o Conti/Assis, nas semifinais da 1ª Supercopa de Basquete, Bahia teve seu nome incluído na lista de dispensa.

Rodrigo Bahia pela Winner:

1.803 Pontos
182 Jogos
9,9 Média

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Pivô Jiovanni é o recordista de jogos pela Winner: 428


Ninguém podia reclamar que o pivô Jiovanni não era esforçado. Mas ele era obrigado a lutar todos os dias para provar realmente o seu valor na Winner/Limeira. Ele mostrou fidelidade com a equipe limeirense e vestiu esta camisa desde o primeiro jogo, disputado no dia 23/03/2001, na vitória sobre Cerquilho, fora de casa, por 76 a 60, pela Associação Regional de Basquete, até ser dispensado logo após a eliminação para o Conti/Assis, na 1ª Supercopa de Basquete em 2008.


Foram quase sete anos de Winner e nove de Limeira. O gaúcho Jiovanni José Baesso completou uma marca importante no Campeonato Paulista de Basquete da Série A-1 de 2007. Com os 80 pontos marcados nos 19 primeiros jogos que participou, média de 4,2 por partida, o pivô ultrapassou a marca dos 2.000 pontos pela Winner, entrando no hall dos 10 maiores cestinhas da equipe.


Nascido em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, em 28/09/1981, este torcedor ferrenho do Internacional/RS, fazia questão de elogiar o técnico Zanon. "Tentava sempre acompanhar o ritmo do Paulão, do Telmo e do Rodrigo Bahia, que eram meus grandes amigos. O importante é que todo o grupo me dava muita força para continuar. Agradeço a diretoria e a torcida da Winner, pois fui feliz jogando aqui", comentou.

Vale destacar que Limeira surgiu na vida do jogador através do experiente Camargo. O treinador das categorias de base do Nosso Clube trouxe os gaúchos Rafael e Eduardo para reforçar a equipe limeirense, mas os dois indicaram Jiovanni. Depois de alguns testes no Poliesportivo, o pivô foi aprovado e logo em seguida ganhou uma convocação para a Seleção Paulista.


Logo após passar pelo juvenil, Jiovanni foi convidado pelo então jogador Zanon a fazer parte da primeira equipe profissional da Winner em 2001. O gaúcho aceitou e de cara foi campeão da Associação Regional, dos Jogos Regionais e do Campeonato Paulista da Série A-2, trabalhando na tábua defensiva ao lado de Márcio Turcão, Minhoca, Telmo e Ronaldo Maranhão.


Seu início foi nas categorias de base do Pitt/Corinthians, que lhe rendeu uma convocação para a Seleção Gaúcha. Seu último time antes do Nosso Clube foi o Grêmio Náutico União, de Porto Alegre.

Em seu currículo constam todos os títulos conquistados pela Winner até 2008, ou seja, sete medalhas de ouro em Jogos Regionais, duas medalhas de ouro em Jogos Abertos (São Bernardo do Campo e Praia Grande), uma Copa do Brasil em 2004, a 1ª Nossa Liga de Basquete e por último a 1ª Copa Rosa Branca de Basquete. Jiovanni ficou de fora de apenas 7 jogos, todos por motivo de contusão.


Sua melhor marca aconteceu em 19/11/2003, na derrota para Franca por 91 a 82, no Ginásio Pedrocão, pelo Campeonato Paulista. Naquela ocasião o jogador saiu de quadra com 21 pontos, sendo elogiado inclusive pelo técnico Zanon.

No total, atuou em 428 jogos, marcando 2.114 pontos, média de 4,93 por partida.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A torcida esperava títulos do armador Arnaldinho


Quando a Winner/Limeira anunciou a contratação do armador Arnaldinho no mês de abril de 2007, a torcida imaginava que finalmente o título paulista fosse conquistado, afinal de contas, inteligência, liderança e experiência eram suas principais características. Ele "seria o cara", mas seria...

Quem analisa friamente os números de Arnaldinho com a camisa da Winner/Limeira chega a conclusão que sua participação foi excelente no Campeonato Paulista da Série A-1 e na 1ª Supercopa de Basquete. Mas estamos falando de números individuais e não coletivos.

Fechado e de pouca conversa, Arnaldinho não conseguiu conquistar a torcida - faltou carisma - como gostaria e ele mesmo sabe disso, tanto é verdade, que teria deixado o clube magoado após ter sido dispensado em razão do fracasso da equipe nas duas competições em que liderou as ações ao lado do também selecionável Renato Lamas.


E olha que poucos lamentaram a sua saída e a maioria sabia que medidas drásticas seriam tomadas pela diretoria e um dos atingidos seria o próprio jogador, inevitavelmente.

Por mais que seus constantes arremessos de três pontos caíssem como verdadeiros "pombos sem asa", no final a Winner sempre perdia, não em jogos da fase de classificação - onde até brilhava e sempre estava entre os primeiros - mas em jogos decisivos, quando realmente estava valendo algo. Quando mais se precisou do talento do armador, mais seus arremessos não caiam. A eficiência foi deixada de lado.

Mas de tudo isso, temos que destacar que ele conquistou dois títulos pela Winner: os Jogos Regionais de Bragança Paulista e os Jogos Abertos de Praia Grande. Foram 69 jogos e 1.479 pontos marcados, média de 21,4 pontos por partida, o que o coloca entre os 20 maiores cestinhas da história da Winner.


Em 32 oportunidades ele foi o principal cestinha do time e seu recorde individual foi de 42 pontos, justamente em um duelo contra o Franca/Unimed, no Poliesportivo do Nosso Clube, vencido pelos limeirenses por 122 a 109.

Sua chegada:

Me lembro como se fosse hoje. A alegria estava estampada no rosto de Arnaldinho em sua apresentação no Ginásio Vô Lucato. Ele afirmou na época, que sonhava em defender a equipe limeirense, mas em especial ser comandado pelo técnico Zanon, que segundo ele, era um dos seus grandes ídolos do basquete.

"Sempre admirei o Zanon. Ele era frio, calculista e decisivo, dono de um arremesso primoroso. Cheguei a viajar para outra cidade para vê-lo jogar na minha infância. Cresci tentando me espelhar nele, no Chuí e no Luiz Felipe. São jogadores que hoje fazem falta ao basquete brasileiro. Hoje graças a Deus eu tenho a chance de ser treinado por esse ótimo profissional. Estou realmente contente com esse acerto e espero cumprir com muita garra e dedicação esses 10 meses de contrato", comentou.


Arnaldinho de 1m87 e 87 kg, estava defendendo o Antibes, time da Segunda Divisão da França, quando surgiu a oportunidade de se transferir para a Winner. O craque alegou que demorou a se adaptar na França e que seu time estava lutando para não cair, apenas na 15ª colocação.
O armador estava "namorando" seu retorno a Uniara/Araraquara quando recebeu uma ligação do diretor-presidente Cássio Roque o convidando para jogar em Limeira. Arnaldinho não pensou duas vezes e aceitou o novo desafio.

Conheça a vida de Arnadinho:

Arnaldo de Souza Moreira Filho nasceu no Rio de Janeiro em 21/10/1978. É filho de Arnaldo de Souza Moreira e Jancileide Santana de Lima, tendo cinco irmãos João, Roberto, André, Pablo e Fernando, uma vez que Vágner acabou falecendo com apenas 26 anos de idade.

Arnaldinho teve uma vida sofrida, assim como quase todos os jogadores que hoje se destacam no esporte. Ele começou a se interessar pelo basquete vendo seu irmão Roberto atuando pelo Botafogo/RJ.

"Tinha apenas 7 anos de idade e minha mãe não tinha condição de me colocar em uma escolinha, pois na época não tinha dinheiro sobrando, uma vez que nossa família era muito grande. Eu pulava o muro do Botafogo para jogar basquete, até que o técnico Sérgio Menezes me convidou para treinar. Aceitei de imediato, mas continuava pulando o muro, pois eu não era sócio e ele não sabia. Chegava todo ralado e sagrando para treinar. Quando ele começava a cobrar a mensalidade dos alunos, eu disfarçava e deixava o treino mais cedo. Quando descobriu a minha farsa, ele sentiu que realmente eu era pobre e não tinha condições de pagar, mas era esforçado. Foi então que ele me convidou para defender o time mirim, para que eu pudesse entrar pela porta da frente do clube, sem me arriscar mais. Eu era o menor de todos e passei a treinar com os jogadores da idade do meu irmão. Mesmo assim eu me destacava", lembrou.



Infância agitada

Arnaldinho era o típico "serelepe" na infância e não conseguia sossegar, nem quando estava dormindo. Além do basquete, o carioquinha adorava jogar futebol e foi até treinar no Flamengo como ponta-esquerda.

"Fui aprovado pelo professor Neca, um dos mais conhecidos profissionais do Estado. Mas eu também não tinha dinheiro para pegar o ônibus. Tentava burlar o cobrador e às vezes eu pulava antes de o buzão parar, só para não pagar. Não era ladrão, mas tinha que me virar", explicou.

Chegou um momento em sua vida, que uma decisão precisava ser tomada, uma vez que ele começou a trabalhar como office-boy em uma academia de artes marciais, além de ajudar a sua mãe na feira vendendo frutas.

"Segui meu coração e optei pelo basquete. Minha mãe não se conformava, pois eu tinha acabado de ser aprovado no Flamengo e poderia ganhar muito mais dinheiro no futebol. Mas era o basquete que realmente estava no meu sangue, tanto é verdade que durante cinco anos eu assistia todos os dias uma fita do Michael Jordan, do Chicago Bulls, só para tentar aprender as suas principais jogadas. Eu era alucinado por ele e decorei a fita. Não me arrependo, pois sonhava em jogar fora do país e graças a Deus eu consegui", contou.

Uma carreira de sucesso


Depois de escolher definitivamente o basquete, Arnaldinho passou a se dedicar ainda mais na profissão. Foram várias temporadas nas categorias de base do Botafogo/RJ, até chegar ao time adulto com apenas 16 anos. Ele era lateral, mas passou a jogar como armador após ouvir os conselhos de seu técnico.

"Ele disse que eu só chegaria a seleção brasileira se fosse como armador, uma das posições mais carentes do Brasil. Ele tinha razão e esse objetivo também foi alcançado", confidenciou.

No Tijuca, Arnaldinho foi campeão juvenil e campeão da Liga Nacional B. De volta ao Fogão, foi duas vezes vice-campeão do Campeonato Carioca, com as derrotas para Flamengo e Vasco da Gama, mas classificou o time para a Liga Nacional.

No basquete paulista, o armador defendeu a Uniara/Araraquara onde foi vice três vezes, sendo duas pelo Campeonato Paulista nas derrotas para o COC/Ribeirão Preto e um vice da Liga Nacional, no tropeço para Bauru. Retornou ao Flamengo onde foi vice do Cariocão, perdendo a final para Campos. "Não conseguia ser campeão de jeito nenhum", brincou. Foi então que surgiu a oportunidade de jogar na Rússia. Pelo Unics Kazan, Arnaldinho foi campeão da Eurofiba e vice do Campeonato Russo.

Retorno ao Brasil


De volta ao Brasil, o armador reforçou o Conti/Assis, onde foi campeão dos Jogos Regionais e da Copa Milênio, justamente em cima da Winner/Limeira, no playoff final por 3 jogos a 2. Como deixou uma boa impressão na Rússia, o jogador foi convidado para jogar no Euras Ekatemburgo na Eurocopa e no Campeonato Russo. Arnaldinho deixou o clube antes do término do seu contrato, pois seu time não tinha mais chances de classificação para os play-offs.

Pelo Universo Brasília, do técnico Zé Boquinha, o armador ajudou o time a ficar em 4º lugar na Liga Nacional e pelo Conti/Assis, um honroso terceiro lugar no Campeonato Paulista.

Uma nova transferência internacional em sua vida, desta vez para o Benneton Treviso, da Itália, onde cumpriu apenas um mês de contrato para substituir um titular machucado. Seu time terminou em 8º na Euroliga. Em seguida foi para o Gattos de Monagas, da Venezuela, mas não se entendeu com um norte-americano, considerado a estrela do time, e preferiu retornar ao Brasil, onde foi para o Telemar/RJ. Depois jogou pelo Fluminense no Rio-Open e no Grajaú no Campeonato Carioca e na Liga Nacional. Depois seu destino foi a Winner/Limeira.

Winner é octacampeã dos Jogos Regionais em 2008


Com as dispensas de Telmo, Jiovanni, Paulão, Rodrigo Bahia, Arnaldinho e Brian Taylor após o fracasso na 1ª Supercopa de Basquete, a Winner/Limeira foi enfraquecida para os Jogos Regionais de Rio Claro, em 2008. Técnico Zanon contou apenas com Edu, Renato, Guilherme Teichmann e Betinho. Completaram o grupo os novatos Luís Fernando, Dawton, Ricardo, Dotti, Isaac, Rafael, Gustavo e Salsinha, que defendiam o time juvenil comandado por Pantera.

A Winner não teve dificuldades, vencendo os três jogos que disputou contra Mogi Mirim, Atibaia e Americana, conquistando pela oitava vez consecutiva a medalha de ouro.

Resultados da Winner:

Limeira 119 x 45 Mogi Mirim
Limeira 109 x 81 Atibaia
Limeira 96 x 89 Americana

*** Foto Fernando Carvalho

sábado, 14 de maio de 2011

Após eliminação, Winner passa por reformulação em 2008


Não foi fácil, mas a diretoria da Winner/Limeira precisou tomar uma decisão drástica após a precoce eliminação da 1ª Supercopa de Basquete para o Conti/Assis. Em reunião realizada no mês de junho de 2008 com jogadores, comissão técnica e diretoria, ficou acertada a saída de seis atletas, todos que participaram das últimas eliminações da equipe.

Toda a tábua defensiva da Winner, um dos pontos fracos da equipe nos últimos jogos decisivos, foi dispensada. Nomes como Telmo, Jiovanni, Paulão e Rodrigo Bahia ganharam o famoso "bilhete azul". Os quatro viveram momentos de alegria no clube, como a conquista da Nossa Liga de Basquete, e com certeza deixaram para sempre os seus nomes gravados na história da equipe.

Jiovanni é o recordista em jogos pela Winner, pois estava desde o início do projeto, trazido do sul do país. Ele marcou 2.114 pontos em 428 jogos, média de 4,9 pontos por partida.

Telmo por sua vez, sempre foi considerado o "Deus da Raça" e teria se emocionado com a dispensa, quase não se conformando. O jogador teria comentado que "ninguém gosta mais da Winner do que ele", e é a mais pura realidade. O pivô esperava encerrar a sua carreira na equipe, de preferência com um título Paulista, mas os resultados negativos pesaram na decisão da diretoria. Dificilmente algum jogador conseguirá ultrapassá-lo no posto de maior pontuador da equipe, com 4.129 pontos em 303 jogos, média de 13,6 por partida.

Já Paulão foi o primeiro jogador da Winner a ser convocado para a Seleção Brasileira e deixou a equipe após 261 jogos. Ele marcou 2.251 pontos, média de 8,6 por partida.

Rodrigo Bahia sofreu com uma série de contusões e teve seu trabalho bastante prejudicado. Sua ausência nas semifinais da Supercopa contra o Conti/Assis contribuiu para a desclassificação, deixando Ricardo Probst e David dominarem o garrafão. Foram 1.803 pontos em 182 jogos, média de 9,9 pontos por partida.

Outros três jogadores também foram embora. A saída do armador norte-americano Brian Taylor talvez foi a mais sentida. Infelizmente faltaram apenas 10 pontos para que Taylor atingisse a marca de 4.000 com a camisa limeirense. Foram 3.990 pontos em 236 jogos, média de 16,9 pontos por partida. Em 84 ocasiões o americano voador foi cestinha.

O armador Arnaldinho, apesar de pontuador nato, não conseguiu a liderança que Zanon esperava, quando o contratou. Mesmo assim, seu gatilho apurado encantou a torcida. Foram 1.479 pontos em 69 jogos, média de 21,4 por partida. Desta forma, apenas Renato Lamas, Guilherme Teichmann, Betinho e Edu permaneceram na Winner. Edu tinha propostas de Bauru e Paulistano, mas decidiu ficar.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Winner disputa amistoso e faz clínica em 2008


A Winner/Limeira promoveu no mês de abril, no Ginásio Vô Lucato, uma clínica de basquete para seus jogadores juvenis. Ela foi ministrada pelo norte-americano Jeffrey Baols, assistente-técnico da Universidade de Akron, do Estado de Ohio. Baols atuava na época como técnico, sendo o responsável pelo desenvolvimento de atletas da universidade. O técnico principal de sua equipe era Keith Dambrot, formador do fenômeno Lebron James, na High School San Vincent.




Outro participante da clínica foi o brasileiro Rodrigo da Silva, que atuava nos Estados Unidos como assistente-técnico da Universidade Loyola Marymount, em Los Angeles. Ele começou a carreira em Goiás como supervisor e seu talento como técnico foi reconhecido ao receber a proposta da Universidade de BYU no Havaí, na Segunda Divisão.


Após dois anos, foi contratado pela Universidade Loyola, de Primeira Divisão, onde atuava sobre a supervisão do renomado ex-assistente do Portland Trail Blazers, da NBA, Bill Bayno.

"Esta clínica é muito importante, pois este intercâmbio realizado com os norte-americanos nos traz aprendizado. Neste evento nós trocamos informações e recebemos dicas que podem nos ajudar muito, além de incentivar nossos juvenis a crescerem no esporte cada vez mais", comentou o assistente-técnico da Winner, Demétrius Ferraciú.

O evento foi aberto ao público.

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Winner faz amistoso internacional


A equipe juvenil da Winner/Limeira realizou no mês de agosto um amistoso internacional no Ginásio Vô Lucato, onde enfrentou uma seleção de garotos norte-americanos do NBC Tours, que nada mais é do que um acampamento de garotos cristãos que excursionam pelo mundo inteiro realizando partidas de basquete. O jogo foi equilibrado do início ao fim, e mais uma vez a equipe limeirense venceu, na prorrogação, por 93 x 87.